Fronteiras da Europa: acabou a flexibilização do sistema biométrico EES e as filas voltam aos aeroportos
Terminou em 6 de setembro de 2026 a flexibilidade que a Comissão Europeia concedeu aos países do Espaço Schengen durante o verão para suspender, em pontos de fronteira sobrecarregados, a coleta de dados biométricos do Entry/Exit System (EES). Desde então, a impressão digital e a imagem facial voltaram a ser obrigatórias, sem exceções, para todo viajante de fora da União Europeia, inclusive brasileiros, nas estadas de até 90 dias em cada período de 180.
O EES começou a ser implantado em 12 de outubro de 2025 e está plenamente operacional em todas as fronteiras externas desde 10 de abril de 2026. O sistema substitui o carimbo no passaporte por um registro eletrônico de entradas e saídas. Segundo a IATA, o controle que levava de 20 a 25 segundos passou a levar cerca de 90 segundos. Em julho, a espera média em Frankfurt chegou a 120 minutos, o dobro do ano anterior; em Munique, a 60 minutos; em Amsterdã, o pico subiu de 80 para 120 minutos. Em 1º de setembro, a Comissão avaliou que o sistema “funcionou bem” no verão.
O que isso significa para quem viaja
- Na primeira entrada depois de abril de 2026, o registro biométrico é feito na fronteira e vale por três anos.
- Conexões dentro do Espaço Schengen vindas de fora merecem mais folga de horário, sobretudo em Frankfurt, Munique, Amsterdã, Paris e Lisboa.
- O ETIAS, a autorização eletrônica de viagem para quem entra sem visto, continua prevista para o último trimestre de 2026, sem data confirmada. Até lá, nada precisa ser pedido antes de viajar.
- O EES não muda as regras de permanência: os 90 dias em 180 continuam, e agora são contados com precisão.
Fontes
- Serviço Europeu de Ação Externa, Travel in Europe with the EES
- Euronews, 04/09/2026
- Hosteltur, setembro de 2026
Notícia de caráter informativo. Não constitui consulta nem parecer jurídico. Confira a fonte oficial indicada antes de tomar qualquer decisão.
