Fachada com colunas recortada contra o céu
|

Fronteiras da Europa: acabou a flexibilização do sistema biométrico EES e as filas voltam aos aeroportos

Atualizado em 07/09/2026Conteúdo informativo e educativo. Não constitui consulta nem parecer jurídico e não substitui a orientação de profissional habilitado para o seu caso concreto.

Terminou em 6 de setembro de 2026 a flexibilidade que a Comissão Europeia concedeu aos países do Espaço Schengen durante o verão para suspender, em pontos de fronteira sobrecarregados, a coleta de dados biométricos do Entry/Exit System (EES). Desde então, a impressão digital e a imagem facial voltaram a ser obrigatórias, sem exceções, para todo viajante de fora da União Europeia, inclusive brasileiros, nas estadas de até 90 dias em cada período de 180.

O EES começou a ser implantado em 12 de outubro de 2025 e está plenamente operacional em todas as fronteiras externas desde 10 de abril de 2026. O sistema substitui o carimbo no passaporte por um registro eletrônico de entradas e saídas. Segundo a IATA, o controle que levava de 20 a 25 segundos passou a levar cerca de 90 segundos. Em julho, a espera média em Frankfurt chegou a 120 minutos, o dobro do ano anterior; em Munique, a 60 minutos; em Amsterdã, o pico subiu de 80 para 120 minutos. Em 1º de setembro, a Comissão avaliou que o sistema “funcionou bem” no verão.

O que isso significa para quem viaja

  • Na primeira entrada depois de abril de 2026, o registro biométrico é feito na fronteira e vale por três anos.
  • Conexões dentro do Espaço Schengen vindas de fora merecem mais folga de horário, sobretudo em Frankfurt, Munique, Amsterdã, Paris e Lisboa.
  • O ETIAS, a autorização eletrônica de viagem para quem entra sem visto, continua prevista para o último trimestre de 2026, sem data confirmada. Até lá, nada precisa ser pedido antes de viajar.
  • O EES não muda as regras de permanência: os 90 dias em 180 continuam, e agora são contados com precisão.

Fontes

Compartilhe este artigo

Posts Similares